Tenho proposto para o debate com os alunos, nestes períodos em que realizo os seminários para as avaliações do 3º Bimestre, vários assuntos que não invariavelmente estão relacionados a desagregação ou desestrutura familiar. Percebo os reclamos da impossibilidade de pais acompanharem seus filhos, mães solteiras que "se viram nos dez ou cinco", que assumiram a maternidade precocemente, e hoje vêem suas filhas seguirem o mesmo caminho mais precocemente ainda, ou os filhos envoltos nos tentáculos cada vez mais extensos da criminalidade, tentáculos esses, que quando não há ajuda do Estado, da sociedade, etc., roubam de vez garotos que tinham tudo para serem potenciais esportistas, artistas, cientistas ou meramente trabalhadores, que a exclusão social empurra para a violência quotidiana que tanto repugnamos e ás vezes pouco fazemos para destruir a mesma ainda na sua origem. Constatamos a dificuldade de pais reunirem com os filhos mesmo à mesa durante as refeições (quantas famílias atualmente no nosso país não dispõem de condições para realizarem suas refeições?) e conversarem, partilharem seus problemas, principalmente orçamentários, vincularem a necessidade de transformação da realidade vivida à solidariedade dos filhos, ao sucesso na escola, a conquista da formação e da qualificação profissional, terem como farol a formação acadêmica e a possibilidade do usufruto da cidadania plena. Filhos e pais parecem inimigos, são forças que parecem concorrer em direções opostas, e gestam a inversão de valores, a falta de referência e no fundo do poço a barbárie. Talvez estejam faltando conselhos, conversas, aquela cumplicidade sadia que estimule a harmonia, a consideração e o respeito, o amor recíproco e verdadeiro.
Lembro das incontáveis vezes em que a minha Matriarca-mor reunia-nos para contar causos, verdades, experiências, histórias fantásticas, enfim. Assim como meus pais , meus tios e outras pessoas mais velhas que eram na minha infância consideradas referências de sabedoria e experiència de vida. No contexto atual, a mídia toma o lugar de uma relação mais dialógica entre pessoas, até de uma mesma família.
Foram as histórias contadas pela minha Matriarca-mor que me inspiraram a compor a canção "Sinos", para registrar os fatos narrados e celebrar essa relação entre avós e netos, pais e filhos que tantos ensinamentos e aprendizados podem conceber.
Lembro das incontáveis vezes em que a minha Matriarca-mor reunia-nos para contar causos, verdades, experiências, histórias fantásticas, enfim. Assim como meus pais , meus tios e outras pessoas mais velhas que eram na minha infância consideradas referências de sabedoria e experiència de vida. No contexto atual, a mídia toma o lugar de uma relação mais dialógica entre pessoas, até de uma mesma família.
Foram as histórias contadas pela minha Matriarca-mor que me inspiraram a compor a canção "Sinos", para registrar os fatos narrados e celebrar essa relação entre avós e netos, pais e filhos que tantos ensinamentos e aprendizados podem conceber.
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